Castelo de Windsor em 2026: o palácio vivo onde a História ainda acontece
Confesso: durante anos tratei o Castelo de Windsor como uma fotografia bonita num livro de História. Até perceber que ali nada está parado.
Em 2026, o castelo continua a acordar todos os dias, a receber reis, decisões e rituais que moldam o presente. Para entender Windsor, é preciso olhar para além das muralhas — e é aí que a história começa.
Em 2026, o Castelo de Windsor continua a ser um palácio ativo, usado pelo Rei Carlos III para cerimónias oficiais, audiências e eventos de Estado. Não é um museu congelado no tempo — é um lugar onde a História ainda está a ser escrita.
É isso que muda completamente a forma como deve ser visitado.

Castelo de Windsor: um palácio vivo, não um castelo morto
Fundado por Guilherme, o Conquistador, por volta de 1070, o Castelo de Windsor é o castelo habitado mais antigo e maior do mundo. Mais de 40 monarcas viveram aqui — e, em 2026, continua a ser uma das residências oficiais do monarca britânico.
O detalhe que muitos visitantes ignoram: quando a bandeira real (Royal Standard) está hasteada na Torre Redonda, significa que o Rei está no castelo. Isso afeta áreas abertas ao público, horários e até o ambiente da visita.
Ou seja, cada visita é ligeiramente diferente. E isso é raro.
Onde fica o Castelo de Windsor (e como lá chegar em 2026)
Endereço: Windsor Castle, Windsor, Berkshire SL4 1NJ, Inglaterra.
De Londres, a forma mais simples é de comboio:
- Londres Paddington → Windsor & Eton Central: cerca de 55 minutos (com troca em Slough). Bilhetes a partir de £12–£18 se comprados com antecedência.
- Londres Waterloo → Windsor & Eton Riverside: cerca de 1 hora, sem trocas. Preços semelhantes.
A estação fica a menos de 10 minutos a pé da entrada do castelo.
Horários de abertura do Castelo de Windsor em 2026
Em 2026, o castelo está normalmente aberto cinco dias por semana (quinta a segunda). Fecha às terças e quartas-feiras, além de datas específicas como o Natal.
- 1 de março a 31 de outubro: 10:00 – 17:15 (última entrada às 16:00)
- 1 de novembro a 28 de fevereiro: 10:00 – 16:15 (última entrada às 15:00)
A Capela de São Jorge fecha aos domingos para visitantes turísticos, mas permanece aberta para culto.
O que realmente vale a pena ver lá dentro
O castelo é enorme. Tentar ver tudo sem critério é o erro clássico.
Se o tempo for limitado, foque nestes pontos essenciais:
- Apartamentos de Estado: salas cerimoniais ainda usadas hoje, com obras de Rubens, Van Dyck e Rembrandt.
- Capela de São Jorge: local de casamentos reais e túmulos, incluindo o da Rainha Elizabeth II.
- Casa de Bonecas da Rainha Mary: uma obra-prima em miniatura com eletricidade, água corrente e até adega funcional.
- St George’s Hall: com 55 metros de comprimento, usada para banquetes de Estado.

Jardins e terrenos: onde o castelo respira
O Castelo de Windsor ocupa cerca de 13 acres dentro das muralhas, mas está ligado ao Windsor Great Park, uma das maiores áreas verdes reais da Inglaterra.
Caminhar pelos terrenos revela algo que os salões não mostram: a escala real do poder medieval e a escolha estratégica do local, elevado sobre o rio Tâmisa.
Passeios virtuais e experiências digitais (2026)
Se não puder visitar presencialmente, o Royal Collection Trust oferece visitas virtuais em 360° a várias salas, incluindo a White Drawing Room e a Waterloo Chamber.
Estas experiências permitem explorar detalhes arquitetónicos impossíveis de observar durante uma visita física, além de uma visão 3D completa do espaço.
Preços dos ingressos para o Castelo de Windsor (2026)
Os preços oficiais para 2026 são:
| Categoria | Compra antecipada | No dia |
|---|---|---|
| Adulto | £28,80 | £32,40 |
| Jovem (18–24) | £18,90 | £21,60 |
| Criança (5–17) | £14,40 | £16,20 |
| Menores de 5 | Grátis | Grátis |
Dica importante: o bilhete pode ser convertido gratuitamente num passe anual se validar a visita antes de sair.

O incêndio de 1992 e o que ele mudou para sempre
Em 20 de novembro de 1992, um incêndio devastador destruiu mais de 100 salas do castelo.
O que poucos sabem é que a reconstrução não tentou “esconder” o desastre. Muitas salas foram restauradas com técnicas modernas visíveis — uma decisão consciente para mostrar que o castelo evolui com o tempo.
Por que o Castelo de Windsor importa hoje
Não é apenas arquitetura. Não é apenas história.
O Castelo de Windsor é um raro exemplo de continuidade: um lugar onde o poder medieval, a monarquia moderna e o turismo global coexistem no mesmo espaço físico.
Quando você atravessa os portões, não está a visitar o passado.
Está a entrar num sistema que nunca deixou de funcionar.
Vale a pena visitar o Castelo de Windsor?
Sim — mas não como um castelo qualquer.
Vá sabendo que cada sala pode voltar a ser fechada amanhã. Que cada bandeira hasteada muda o significado do espaço. E que, em Windsor, a História não está atrás de um vidro.
Ela ainda mora lá.
Palácio de Buckingham
Se Windsor mostra a continuidade, o Palácio de Buckingham mostra o espetáculo. Explore como estas duas residências reais se complementam e revelam lados diferentes da monarquia britânica.
