Greves de Comboios no Reino Unido: O que NINGUÉM lhe diz em 2026
As greves de comboios no Reino Unido deixaram de ser um relâmpago no escuro. Em 2026, há sinais, silêncios e pequenos avisos que passam despercebidos — mas que dizem muito a quem sabe onde olhar.
Por trás dos comunicados oficiais, existe um padrão discreto que raramente é explicado. É aí que a história começa, e é isso que vale a pena entender antes de planear qualquer viagem.
A verdade é mais desconfortável — e mais útil: as grandes greves nacionais praticamente desapareceram, mas as perturbações não. O risco agora não é um país parado. É uma viagem específica arruinada por uma ação localizada, num dia em que você achava que estava tudo normal.
Este não é um guia para criar pânico. É um guia para não ser apanhado desprevenido.

Greves de comboios em 2026: o estado REAL da situação
Vamos ser claros.
Em janeiro de 2026, não existe nenhuma greve ferroviária nacional anunciada no Reino Unido.
Depois de quase dois anos de conflito intenso (2022–2024), os principais sindicatos — RMT, ASLEF e TSSA — fecharam acordos salariais plurianuais com a maioria dos operadores e com a Network Rail.
Isso mudou o jogo.
Mas não significa tranquilidade total.
O novo risco: greves localizadas e “ações invisíveis”
O erro mais comum dos passageiros em 2026 é pensar:
“Se não há greve nacional, então está tudo bem.”
Não está.
O que vemos agora são:
- Greves locais (depósitos específicos, linhas regionais)
- Recusa de horas extra e rest day working
- Ações de pessoal de limpeza, manutenção ou sinalização
- Perturbações pontuais em fins de semana e feriados
Estas ações raramente fazem manchetes internacionais — mas são suficientes para cancelar comboios, reduzir frequências e criar atrasos de 30 a 90 minutos.
Que operadores são MAIS vulneráveis em 2026?
Não existe uma lista fixa de operadores “em greve”. Em 2026, o impacto depende da região e do tipo de ação.
No entanto, historicamente, estes operadores continuam a ser os mais sensíveis a perturbações:
- Avanti West Coast
- CrossCountry
- Northern Rail
- TransPennine Express
- Great Western Railway
- Southern / Thameslink / Gatwick Express
- London Overground (ações pontuais)
Importante: isto não significa greve permanente. Significa maior probabilidade de horários reduzidos em dias críticos.
Porque é que as greves diminuíram — mas não desapareceram?
O conflito ferroviário mudou de forma, não de causa.
Os acordos assinados entre 2024 e 2025 trouxeram:
- Aumentos salariais faseados (entre 3% e 5% ao ano)
- Cláusulas ligadas à inflação (RPI)
- Pagamentos fixos, como o bónus de £400 no Boxing Day
- Garantias temporárias de estabilidade laboral
Mas deixaram problemas estruturais por resolver:
- Falta de pessoal crónica
- Horários excessivos e fadiga
- Modernização tecnológica mal comunicada
- Dependência de horas extra para manter serviços normais

Salários ferroviários em 2026: os números reais
Os salários continuam a ser o ponto mais sensível — e o mais mal compreendido.
Valores médios aproximados em 2026:
- Condutores de comboio: £60.000 – £72.000/ano
- Staff operacional (sem condutores): £38.000 – £42.000/ano
- Pessoal de estação (entrada): £32.000 – £35.000/ano
- Limpeza e serviços contratados: £24.000 – £28.000/ano
É aqui que nasce o conflito: o público ouve “£70.000” e assume privilégio. A realidade é um sistema desigual, altamente sindicalizado e politicamente exposto.
Como viajar de comboio no Reino Unido sem ser apanhado de surpresa
Se vai viajar em 2026, faça isto — sempre:
- Verifique 24h antes em nationalrail.co.uk/industrial-action
- Consulte o site do operador específico
- Evite o primeiro e o último comboio do dia
- Prefira bilhetes flexíveis quando possível
- Tenha um plano B (autocarro £2, Uber, hotel próximo)
Dica prática: um autocarro nacional custa £2 por viagem (teto nacional válido até final de 2026). Em greves, é frequentemente a alternativa mais fiável.
Então… as greves acabaram?
Não.
Elas evoluíram.
Em 2023, o risco era óbvio e nacional. Em 2026, o risco é cirúrgico, silencioso e localizado.
E agora que você sabe disso, já não viaja às cegas.
Porque o verdadeiro problema nunca foi a greve.
Foi achar que alguém o iria avisar a tempo.
